Sobre.....

Livro: Uma breve História da Europa
Autor: Jacques Le Goff



Como o titulo do livro presume Le Goff se compromete a falar sobre o continente europeu, porem com certa direção, o historiador quer levar o leitor para uma reflexão sobre a existência ou não desse continente, ou melhor, se seus moradores se consideram europeus, ou ainda, por que cada povo tem um costume diferente dentro do mesmo continente? Para isso Le Goff embarca em uma grande aventura dentro da Europa atrás de rastros que nos leve a solução para estas perguntas. Agora leia e tire suas próprias conclusões... 
                 

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IDADE MÉDIA: O CONHECIMENTO


O período conhecido como idade média compreende os séculos V até o XV e se divide em alta idade média (V – IX) e baixa idade média (IX – XV) ambiente que prevalece a crença religiosa cristã e um grande apelo ao sobrenatural, porém a partir do século IX esse quadro se contornará devido a diversas mudanças politicas, sociais e econômicas remodelando ao poucos o pensamento medieval.
            A pesar do século IX a XV ser supostamente uma era de ignorância e superstições, onde as ideias eram massacradas pelo pensamento religioso havia, contudo, um pensamento lógico e sistemático do homem medieval perante o mundo. Um mundo bastante incomum e que constantemente surgem relatos de ser sobrenaturais apontados por eles, a famosa lenda dos homens com cabeça de cachorros, pessoas verdes e até mesmo homens descendo do céu, nenhuma dessas histórias é vista como imaginação e sim como relatos verídicos. E sem sabe direto como se comportar perante tantas visões os pensadores medievais recorriam ao maior conhecimento da época: A bíblia, tal livro divide a existência em três categorias: os animais, os homens e os espíritos (anjos e demônios), porém muitas visões não constavam nelas.   
           Além disso, podemos constatar a visão da época através do seu mapa-mundi, feito por volta de 1300 pelo Hereford, trata-se de uma complexa representação do espaço físico da terra conhecida pelos medievais e que não tinha a função de mostrar o caminho ou rotas para as pessoas e sim mostra como eles imaginavam que o mundo era.
O mapa se apresenta com três continentes: na parte superior temos a Ásia, na parte inferior do lado direito encontra-se a África e do esquerdo a Europa. Esse mapa mostra ainda o pensamento que se tinha na época em relação ao mundo, por exemplo: no centro dele está à cidade de Jerusalém o que foca a religiosidade desse período, um pouco acima temos a crucificação de cristo (imagem a esquerda). Em vários pontos percebemos imagens de sereias, unicórnios e homem cão onde todos estão em locais que eles imaginavam que iriam encontrar essas espécies.
         Na parte superior do mapa, temos ainda, a visão de futuro da bíblia, o juízo final, Deus acolhendo as boas almas e encaminhando as ruins para o inferno. Mostrando assim o caráter religioso que compõem essa sociedade, e o que efervesciam os debates da época, lugar onde o humano e o sobrenatural coexistiam normalmente. O que pode parecer estranho, porém não se pode deixar de pensar de que ser tratar de uma logica extremamente religiosa de se enxergar o mundo.
            Apesar de ser uma época onde as pessoas tinham “sede” por conhecimento, todas as formas de conhecimentos estavam trancafiadas em bibliotecas dos monastérios, onde literalmente apenas monges e padres tinham acesso aos livros. Dessa forma eram eles os interpretes do mundo, e naturalmente o conhecimento era usado para se chegar a Deus. As composições dos livros consistiam de uma forma uniforme mostrar que o mundo foi criado por Deus a serviço do homem, e não é raro encontrar explicações morais e espirituais de tudo, e como os homens devem viver e fugir das artimanhas do diabo.
            Porém todas essas superstições e religiosidade tiveram abalos ainda durante a idade média, quando mudanças significativas começaram a se desenrolar no mundo medieval, o crescimento das cidades, o surgimento de guerras, quebra de barreiras culturais motivados pelo comércio e governos cada vez mais complexos provocaram mudanças além da estrutura física da Europa exigiu também uma mudança social, pessoas com novos comportamento e competência para gerir um estado cada vez mais complexo, sendo que só um estudo bíblico já não era mais o suficiente. Foi assim que um grupo de clérigos de Oxford reuniram-se para ensinar direito e outras disciplinas totalmente seculares e tudo em troca de dinheiro e muitos jovens virão isso como uma oportunidade de seguir uma profissão sem ter que virar padre ou monge, um conhecimento que não tinha o objetivo de se aproximar de Deus.
            Começou de forma quase clandestina, mas, porém por volta de 1214 acabou se tornando oficial, onde se implantou um currículo estudantil e provas de aprovação final e outros recursos criando assim a universidade britânica assim como é atualmente. Após Oxford veio à universidade de Cambridge como concorrência e aos poucos homens ricos e até reis começaram a montar suas próprias universidades, tendo agora um lugar que distanciava totalmente do que se aprendia nos monastérios europeus, matemática, filosofia e até logica. Contendo agora uma forma ensino investigativo era possível que o fim do monopólio dos monges sobre o conhecimento estava chegando ao fim.
          Inicialmente parece uma pequena incisão do modelo medieval, porém a ofensiva atenuante da Europa levaria o pensamento intelectual ao um nível nunca esperado por eles, eram as guerras contribuindo para aceleramento intelectual do homem. Entres os séculos XI e XII os espanhóis conquistaram a cidade de Toledo no sul da Espanha onde dominavam os árabes desde a Expansão Árabe (630-750)[i], sem duvida uma grande conquista para os guerreiros cristãos. Dentro das muralhas árabes foram encontradas imensas bibliotecas com grandes novas ideias até então desconhecidas dentro da Europa como astronomia e geometria, porém o conhecimento de maior impacto para a sociedade da época foi as obras de Aristóteles, estava aberta a grande revolução intelectual dentro da Europa, homens ardo por conhecimento viajam a vários quilômetros para chegar a Toledo a fim de conferir de perto essa nova gama de conhecimento.
        O grande choque provocado pela entrada do pensamento aristotélico consistia na questão mais profunda da sociedade medieval: a origem do mundo. A Europa estava acostumada a entender o mundo sob o prisma da bíblia, onde Deus criou o mundo universo em 7 dias e que controlava todas as coisas, os gregos partiam de um olhar totalmente diferente. Aristóteles e seus contemporâneos viverão por volta do século IV a. C e não tiveram a concepção da bíblia em seus pensamentos provocando uma percepção não cristã sobre mundo, onde para eles o mundo sempre existiu e continuaria a existir o que  isso certamente tirava Deus do comando do mundo, foi a primeira vez os cristão se deparam com um olhar cientifico e sistemático e até mesmo natural sobre o universo, e claro a igreja reagiram fervorosamente proibindo ameaçando até com a excomunhão.
            A situação se complicava para a igreja cristã, pois se tratava de um conflito entre a fé e a razão de uma forma ou de outra era ela que sairia perdendo. Era necessária uma solução para a manutenção da fé cristã e quem trouxe ela foi Tomas de Aquino. Compreendendo que ou igreja sufocava Aristóteles ou seria fatalmente seria suprimida por ele, apresentou a ideias que: o pensamento foi criado por Deus então a razão também emerge Dele sendo assim a bíblia que são os dizeres do Pai deve ser levado como verdade sempre e assim Aquino usou e transformou todos os pensamentos de Aristóteles em uma arma para fortificar a igreja católica ainda mais.
            A questão a se pensar é que os primeiros pensadores medievais se preocupavam com coisas como “homens verdes”, “sereias” e coisas desse tipo, mas seus sucessores vivem um momento único uma visão racional e intelectual do mundo no qual vivem, certamente uma evolução enorme.
            Mas o encontro com os árabes trouxe muito mais que uma introdução a Aristóteles os árabes se destacaram principalmente pelo desenvolvimento da ciência e claro conquistaram a admiração dos europeus e com esse contato  o conhecimento avançou mil anos em apenas um século inaugurando uma era de ciência dentro da Europa, com a introdução de métodos experimentais para chegar a conclusões, como escreveu o pai da  ciência Roger Bacon: “Tudo deve ser confirmado pela ciência”. Bacon descobriu, por exemplo, que as cores de um arco-íris era nada mais da ilusão de ótica provocado por luz e água. Tudo serve para mostrar desencantamento do homem em relação ao mundo e que a crença que Deu controla ele estava cada vez mais se extinguindo.
            Outras inovações começaram a brotar dentro da Europa a criação do relógio mecânico com capacidade suficiente para marcar as horas sem erros, temos também a ciências voltada para a guerra por que a guerra exigia armas cada vez mais potentes e com maior alcance. A Europa medieval estava se tornando em um grande centro tecnológico e cientifico com grandes centros econômicos, contudo o destino ainda guardava uma surpresa para os europeus, pois um novo mundo ainda estava para se aberto a eles: o império Mongol. Constituído por aproximadamente 1/3 das terras conhecidas, as conquista de Gengis Khan e seus sucessores abriram as porta o oriente aos europeus agora era possível através toda a Eurásia com bastante segurança. E ao atravessar muito achavam que encontraria unicórnios e sereias como descritos por Hereford em seu mapa-mundi o que não foi encontrado e pior era a mesma coisa que os mongóis pensavam sobre o Ocidente.


            Desse período destaca uma das mais famosas obras conhecidas atualmente, trata-se do livro: As viagens de Marco Polo. Nele conta-se varias histórias vivida por ele após ter deixado sua cidade natal, Veneza, e partido para a China, em sua trajetória ele depara com cidade maravilhosas e imensas que estava foram da capacidade de entendimento dos medievais e paisagem de desafia a compreensão de todos: “o deserto é tão extenso que levaria uma ano para ir de uma ponta a outra. Não há nada para se comer”. Comerciante e Mercadores corriam para a China, enfrentavam o mediterrâneo afim de conseguir trocar ideias, mercadorias e tecnologias.
Porém com a derrota dos mongóis as porta para o oriente foram novamente fechada, mais ficou o anseio de uma conciliação com o oriente, preciso achar uma nova rota para isso, um homem fascinado pelos contos de Marco Polo e pela geografia da terra colocou uma teoria radical para funcionar, chegar ao leste partir para outro oeste, seu nome era Cristóvão Colombo, baseado na teoria de Copérnico de que a terra era redonda, Colombo patrocinado pela coroa espanhol embarca na missão de chegar ao oriente.
A descoberta casual da América por Colombo põe inicio de um novo contato com outras culturas. Começava o período de globalização e colonização da Europa. Essa passagem marca o fim do período medieval e da inicio ao período moderno da história, um período marcado pelas descobertas, expansões e conquistas e o desencantamento do mundo estava quase completo.  


[i] Expansão árabe é o período de união e marcha dos árabes (guerra santa) introduzido pelo profeta Maomé e continuado por seus descontentes dominando parte da Ásia, o norte da África e o sul da península Ibérica sendo barrado pelo líder carolíngio Carlos Martel.

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Brasil Colônia


Outra questão a ser tratado sobre esse assunto é a expressão “descoberta do Brasil” sendo que pensar dessa forma é ignorar a existência de nativos nessa região antes da presença europeia, mas é de longa data que percebemos a visão “eurocêntrica” que os europeus colocam no mundo. O termo certo a se usa nesse ocorrido é os portugueses acharam o Brasil em 1500.

Fases

Pré-colonial (1500 – 1530)

A fase pré-colonial se marca pela chegada dos portugueses e o escambo que era pequenas trocas comerciais como espelhos, escovas e outros produtos cotidianos europeus pela árvore conhecida como pau-brasil, que na Europa tinha um bom valor comercial para tingir tecidos e móveis. Não sei pode também falar que era uma troca injusta por parte dos índios que se esforçavam por bugigangas, o que temos que ver e a novidade desses objetos perante os índios. Imagine a sensação dos índios em ver sua imagem dentro daquele objeto, por isso não podemos disser que o escambo foi uma forma de exploração.

O objetivo inicial dos portugueses era manter as posses sobre o território e não ocupar como já dito, mas o que aconteceu para que os portugueses quisessem colonizar? Basicamente duas razões: o baixo lucro obtido com as índias com o fim do monopólio português por aquelas terras e as invasões do território brasileiro provocado pelos países que ficaram fora do Tratado de Tordesilhas, países como Inglaterra e França.

Período Colonial (1530 – 1822)

O primeiro ciclo econômico da colônia foi o PAU-BRASIL, isso ainda no período pré-colonial após isso tem a cana-de-açúcar com principal produto brasileiro, era produzido aqui e levado para a Europa, claro sempre por Portugal. Isso por que é nesse período que nós temos o chamado Pacto Colonial, basicamente o pacto colonial era a garantia que a metrópole tinha para obter lucro com sua colônia, isso porque a colônia fica extremante a mercê da metrópole, não podia fazer comércio com nenhum país que não fosse a sua metrópole, não podia produzir nada que a metrópole já produzia e não tinha autorização que criar produtos industriais.


O açúcar se tornou promissor durante um período, mas ocorreram alguns problemas, o principal foi provocado pelos próprios aliados dos portugueses, os Holandeses, que trabalhava com Portugal na distribuição do açúcar na Europa, mas a relação dos dois países mudou após a dominação dos espanhóis sobre a coroa portuguesa (NA CHAMADA UNIFICAÇÃO DAS COROAS IBÉRICAS). Isso provocou certa revolta entre os holandeses e causou a invasões holandesas na região nordeste do Brasil, o que possibilitou aos holandeses aprender todas as técnicas do plantio, e após saírem do território levaram as técnicas para as Antilhas local mais próximo da Europa, o que possibilitou fabricar açúcar mais barato e de melhor qualidade.

Com a concorrência, o ciclo do açúcar entrou em declínio, sendo substituído pelo ciclo do ouro encontrado pelos bandeirantes.

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Capitanias hereditárias

Durante os primeiros 30 anos desde a chegada e tomada de posse em 1500, os portugueses não de tanta importância ao território americano que lhe pertencia, limitou-se apenas a manter o “comércio” de pau-brasil e enviar escoltas para proteger o território de ataques de piratas, principalmente franceses.

Após 1530 essa situação mudou os portugueses a fim de encontrar novas riquezas, isso porque o comércio com a Índia não anda bem das pernas e, sobretudo os ataques ao seu território na América era cada vez mais freqüentes, o governo português decidiu pela colonização das terras.

Porém para essa tarefa era necessário desembolsar uma quantia considerável, o que a coroa portuguesa não tinha. A solução encontrada para isso foi a utilização de um sistema administrativo já feito em outras ocasiões em ilhas do Atlântico como Madeira e Cabo Verde, foi assim que nasceu na América as chamadas capitanias hereditárias.

Assim foi dividido o território em 15 grandes faixas de terras e 12 indivíduos foram designados a tomar conta, e mais fazê-la prosperar. Aquele que recebia as terras era chamado de capitão-donatário, e quando morriam capitanias passava para o filho mais velho, claro para administrar lembra-se que as terras pertenciam a Portugal, os capitães apenas administrava.

Porém administrar tais terras era um pouco complicado, pois sem dinheiro, sem soldados suficientes, eram constantemente atacados por índios e por piratas estrangeiros. Tudo isso fez com esse sistema não vingasse como esperado, visto que os capitães ou eram mortos ou acabavam desistindo. Assim apenas duas dessas capitanias deram certo: Pernambuco e São Vicente. A primeira, através da cana-de-açúcar, tornou-se o principal centro econômico da colônia e a segunda tornou-se principal ponto de penetração para o interior do território.

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GUERRA DO PARAGUAI (1864-1870)

Com a independência do Paraguai em 1811, assumiu o trono José Gaspar Rodríguez Francia, conhecido como El Supremo. Ele estabeleceu uma República Popular, a chamada Ditadura Perpétua, onde exercia um poder ditatorial para com os ricos oligarcas ainda ligados aos interesses da Espanha, transformou a propriedade privada em propriedade coletiva, promoveu a primeira reforma agrária da América Latina. Nacionalizou a igreja católica, transformando os conventos em quartéis, ele também fez uma grande revolução cultural, eliminando o analfabetismo e respeitando os costumes indígenas.
O Paraguai começou a crescer e se desenvolver com as próprias pernas, sem a interferência dos países dominadores. Francia sabia que para começar uma revolução política, primeiramente tem que fazer uma revolução econômica.
Em 1840, com a morte de Francia, assumiu o governo o primeiro presidente constitucional; Carlos Antônio López, esse recebeu o país, pronto para se iniciar o desenvolvimento, sem analfabetos, sem desempregados e uma economia voltada para os interesses populares; o que impedia eram os elevados impostos, e outro fator que retardava esse desenvolvimento; o Paraguai não tinha saída para o mar, e para exportar seus produtos dependia da boa relação para com os países vizinhos, como o Uruguai e a Argentina (rio da prata).
A soberania do Paraguai deveria ser eliminada para o bem da Inglaterra e das classes platinas dominantes. Na visão do imperialismo inglês, o Paraguai deveria ser igual á seus vizinhos, fornecedor de matéria-prima e consumidor de seus produtos industrializados.
Quando Carlos Antônio López morreu, seu filho Solano López assumiu o governo, dando seguimento á infra-estrutura de desenvolvimento industrial, que havia se iniciado pelos seus antecessores; ou seja, o Paraguai era o país mais progressista da América Latina. Pela posição geográfica, o único país que poderia ajudar o Paraguai era o Uruguai, também pela sua relação amigável, tanto que em 1850, os dois assinaram o acordo de Defesa Mútua.
A Inglaterra sugeriu a troca de governo do Uruguai para desestabilizar o Paraguai, mas quem iria fazê-lo era seu fantoche, Brasil. Com a troca de governos Uruguai, Solano não viu alternativa á não ser cumprir o acordo de 1850, e declarar guerra ao Brasil.
A Inglaterra financiou a guerra, e a Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai) na qual eram conhecidos, esperavam uma guerra rápida por ter uma superioridade militar, mas o Paraguai tinha uma população patriota que resiste por 5 anos, ao longo da guerra conforme os soldados foram morrendo, a população se viu na obrigação de lutar, e isso levou á ameaçar até o feto do ventre da mulher.
A guerra só terminou em 1870, com a morte de Solano López, em Cerro Cora. Ao final da guerra; da população do Paraguai morreram 96,5% dos homens, e 75% da população em geral.

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Colonização Inglesa

A demora no processo de formação do estado Inglês proibia uma entrada mais efetiva na expansão marítima, assim como Portugal e Espanha, porém nunca faltou interesse por parte deles em explorar a América.
Foi durante o reinado de Elizabeth I que teve um crescente investimento nas atividades marítimas, inclusive a corsária, foi assim que se intensificaram as viagens inglesas na América, que teve vários motivos.
No inicio do século XVII, o governo inglês ofereceu enormes vantagens econômicas a duas companhia de comercio (companhia de Londres e a companhia de plymouth) para que elas atraíssem e transportassem imigrantes para a America. Interessadas em aumentar seus lucros por meio do comercio colonial e do transporte de pessoas, essas companhias deram inicio à colonização inglesa no continente americano.
A propaganda e a ação dessas companhias foram facilitadas pela existência de sérios problemas socioeconômicos e religiosos na Inglaterra do século XVII.
Os centros urbanos desse pais vinham recebendo milhares de camponeses que chegavam do interior à procura de emprego. O motivo dessa migração era que as terras onde antes trabalhavam tenham passado às mãos dos grandes proprietário, num processo conhecido como política de cercamento. Sem terras, a opção desses camponeses era trabalhar nas cidades, onde surgiam as primeiras indústrias.Entretanto, diante da dificuldade de conseguir emprego nas cidades inglesas, muitos desses trabalhadores foram atraídos pela esperança de um vida melhor na América.
Ocorreu, porém que a maioria deles não possuía recursos para pagar o seu tranporte e o de sua família. Então, assinavam contratos comprometendo-se a trabalhar como servos nas propriedades americanas de seus contratantes a fim de saldarem a dívida correspondente as despesas de viagem.
Por meio desse contrato, o imigrante tornava-se servo Por um período de geralmente sete anos. Cerca de 70% dos colonos ingleses embarcaram para a América no regime se servidão por dívidas.
Além disso, famílias inteiras, partiram para a América a fim de fugir das perseguições movidas pelos reis da Inglaterra contra os que discordavam de sua política pou religião. Além de muitos escoceses, irlandeses, alemães e suíços, vieram com a esperança de contruir uma nova pátria.

As Colônias do sul

As colônias do sul foram denominadas de colônias de exploração, pois suas economias eram estreitamente dependentes das metrópole. As principais características eram o predomínio de grandes propriedade monocultora, devido as suas características geoclimatica, além do uso intesivo da mão-de-abra escrava (negro africano) esssa que predomonou sobre a do servo branco, produção voltada para o mercado externo, isto é, para atender as necessidade de enriquecimentos da metrópole, portanto predominou-se o uso do plantation destinada a produzir gênero tropicais (tabaco, algodão).

As colônias do Norte

As colônias do norte ficaram conhecidas com Nova Inglaterra que recebeu imigrante puritano perseguido na Inglaterra. Inicialmente nessa colônia os puritanos escolhiam por livre vontade seus representantes. Era uma colônias de povoamento, ou seja, que não dependia economicamente da Inglaterra.
Os primeniros representante aprenderam com os índios a cultivas a terra (como milho), predomínio de pequenas propriedades de terras. Mas por estarem próximo ao mar o que vai predominar é o comercio de peixes e peles. Em Massachusetts vai haver um desenvolvimento na atividade industrial.

As colônias Centrais

As colônias centrais foram as ultimas a serem fundadas, mas também tiveram grande importância. Cada colônia segue o mesmo padrão de surgimento: ou formada pelos imigrante refugiado, ou por pessoa vinda da Nova Inglaterra.
Apresentam também a mesmas característica de sobrevivência, cultivo de terras e criação de gado. As colônias também usufruiu de atividade industrial na economia, mas o forte era a madeira. Estabeleceram também relação de troca entre os indiginas.
Enfim todas as colônias possuíam suas próprias autoridades, indepedente uma da outra, também foi uma colônia de povoamento e tinha pequenas propriedades de terra.

Cada uma das treze colônias possuíam um governador, que era ou eleito ou indicado. Todas as colônias possuíam, além disso, uma assembléia eleita pelos homens livres, os únicos que podiam votar e ser votados. Tais assembléias elaboravam leis e fixar os impostos cobrados aos habitantes, essa assembléias dessenvolveu nos colonos um sentimento de autonomia em relação à metrópole.

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